A cirurgia plástica tem sido cada vez mais associada ao cuidado com a saúde emocional, indo além da estética e da ideia de vaidade. Quando indicada de forma ética, responsável e personalizada, o procedimento passa a integrar uma abordagem mais ampla de bem-estar e qualidade de vida.
Para o Dr. Marco Aurélio Guidugli, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a relação entre corpo e mente é direta e não pode ser desconsiderada na avaliação dos pacientes.

“Quando um incômodo físico impacta a autoconfiança, o convívio social ou a maneira como a pessoa se percebe, estamos falando também de saúde emocional. Nesses casos, a cirurgia plástica pode representar um passo relevante para o equilíbrio psicológico”, afirma o especialista cirurgião plástico.
Autoestima também é saúde
Muitos pacientes convivem por anos com questões estéticas que impactam silenciosamente seu bem-estar emocional: desconforto ao se vestir, vergonha do próprio corpo, limitações na vida social ou sensação constante de inadequação. Esses fatores, segundo especialistas, podem contribuir para quadros de ansiedade, retraimento social e baixa autoestima.
“O objetivo da cirurgia plástica moderna não é transformar pessoas, mas ajudá-las a se sentirem mais confortáveis em sua própria pele. Quando há alinhamento entre expectativa, realidade e indicação médica, o impacto emocional costuma ser extremamente positivo”, explica o Dr. Marco Aurélio.
Decisão consciente e preparo emocional
O especialista reforça que a cirurgia plástica deve partir de uma motivação pessoal e madura, nunca de pressões externas ou padrões irreais. Expectativas claras, informação de qualidade e acompanhamento médico adequado são fundamentais para que o procedimento traga benefícios não apenas físicos, mas também emocionais.
Entre os principais pontos de atenção antes da cirurgia estão:
• avaliação completa da saúde física e emocional do paciente
• estabilidade de peso, especialmente após emagrecimento significativo
• compreensão de que os resultados são progressivos e naturais
• respeito ao tempo de recuperação e ao pós-operatório
“A cirurgia não resolve conflitos emocionais profundos, mas pode aliviar um incômodo real que há anos impacta a autoestima”, ressalta o médico.
Segurança e ética em primeiro lugar
A escolha do cirurgião é um dos fatores mais importantes desse processo. O Dr. Marco Aurélio Guidugli destaca a importância de procurar profissionais habilitados, com formação reconhecida e atuação ética. Ser membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica significa cumprir critérios rigorosos de qualificação, experiência e atualização constante.
Corpo, mente e bem-estar caminham juntos
Em um cenário onde a saúde mental ganha cada vez mais espaço no debate público, a cirurgia plástica passa a ser vista sob uma nova perspectiva: como parte de um cuidado integral, que respeita limites, individualidades e emoções.
“Cuidar do corpo pode ser, para muitas pessoas, uma forma legítima de cuidar da mente. O mais importante é que essa escolha seja feita com consciência, segurança e acolhimento”, conclui o Dr. Marco Aurélio
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